sexta-feira, 3 de maio de 2013

CÉZANNE, PAUL

O PRECURSOR DA ARTE MODERNA


Paul Cézanne foi um importante pintor francês, considerado um artista de transição entre o Impressionismo do final do século XIX e o Cubismo do início do século XX. É, portanto, um dos precursores da Arte Moderna.
Nasceu na cidade de Aix-en-Provence (França) em 19 de janeiro de 1839, sua arte representou um período importante da arte moderna principalmente pelo uso de cores fortes, inovação da perspectiva, variação entre sombra e luz, motivos simples e uso de formas geométricas. Com isso ele abriu passagem para muitos outros pintores modernos.

Auto retrato

Impressionismo foi um movimento artístico que surgiu na pintura francesa do século XIX. O nome do movimento é derivado da obra Impressão, nascer do sol (1872), de Monet. Tudo começou com um grupo de jovens pintores que rompeu com as regras da pintura vigentes até então.
Os autores impressionistas não se preocupavam mais com os preceitos do Realismo ou da academia. A busca pelos elementos fundamentais de cada arte levou os pintores impressionistas a pesquisar a produção pictórica não mais interessados em temáticas nobres ou no retrato fiel da realidade, mas em ver o quadro como obra em si mesma. A luz e o movimento utilizando pinceladas soltas tornam-se o principal elemento da pintura, sendo que geralmente as telas eram pintadas ao ar livre para que o pintor pudesse capturar melhor as variações de cores da natureza.




Pintura cubista

Cubismo foi um dos movimentos artísticos mais influentes do século. Ele se caracterizava pelas imagens de pessoas, objetos domésticos e lugares, com pinturas achatadas que eliminavam a sensação de tridimensionalidade e que faziam uso constante de colagens. 



Jogadores de carta




Os jogadores





"A pintura deve nos dar o sabor da eternidade da natureza"

"A arte tem uma harmonia que se assemelha a da natureza"

"A cor é o lugar onde nosso cérebro e o universo se encontram"

Paul Cézanne ainda hoje é considerado um mestre da pintura mundial, seus quadros estão espalhados pelos quatros cantos do Mundo e admirados por milhares de pessoas que assim como eu e você amam as Artes.

obrigado!




sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

MAURICIO DE SOUSA

  HISTÓRIA

  Mauricio de Sousa nasceu na cidade de Santa Izabel, interior de São Paulo em 1935. Ainda pequeno se mudou para Mogi das Cruzes e logo chegou à São Paulo, seu pai era barbeiro de profissão e poeta.
   Ainda em Mogi das Cruzes chegou a trabalhar em estações de rádio e esboçava algumas tiras de jornais, precisou ir a São Paulo para aperfeiçoar seus traços e buscar novas oportunidades, sempre quis viver de desenho.
   Conseguiu emprego de repórter policial, trabalhando por 5 anos e sempre ilustrando suas reportagens.
   Em 1959 criou o personagem Bidú e Franjinha, nos anos seguintes surgiram outros personagens e novas tiras foram criadas assim por mais de 10 anos em publicação semanal no jornal.
   Em 1963 surgiu uma das mais importante ou mais querida personagem "Monica" inspirada em sua filha, em 1970 o primeiro gibi com um uma tiragem inicial de 200 mil exemplares.
Mauricio de Sousa sempre procura atualizar seus trabalhos e adaptando as mídias digitais, criou um parque temático, jogos de vídeo game, filmes entre vários projetos.
   Em 2008 lançou a Turma da Monica jovem, uma adaptação estivo mangá para adolescentes.




PERSONAGENS



Magali, Cascão, Cebolinha e Monica










Turma da Monica Jovem

domingo, 23 de dezembro de 2012

DANIEL AZULAY


Arte com sabor de infância

Estamos no Natal e por isso resolvi postar algo diferente, relembrar coisas boas de uma década em que ser criança tinha outro significado, nada de brinquedos modernos, computadores e outras tecnologias no novo tempo. Havia na Tv Bandeirantes um Artista plástico que com sua arte encantava os olhos de quem assim como eu já amava as cores, Daniel Azulay.
Já nos anos 80 Azulay plantava a semente da reciclagem e ecologia. Muitos lápis de cor, canetinhas, tudo era muito colorido e com uma prática de mestre passava sua técnica em desenho para milhões de crianças, quem sabe quantas assim como eu seguiu admirando-o e tendo como influencia na adoração ás Artes Plásticas. Sim, ele foi meu primeiro professor "virtual" de desenho, obrigado Daniel Azulay!



Nascido no Rio de Janeiro em 30 de maio de 1947, Daniel Azulay é desenhista autodidata, formou-se em Direito pela Universidade Cândido Mendes em 1969. Nessa época começou a publicar suas primeiras histórias em quadrinhos e cartuns em revistas e jornais.Criador da Turma do Lambe-Lambe, foi precursor em 1976 apresentando durante dez anos seguidos, programas de TV educativos e inteligentes para o público infantil. Azulay influenciou de forma construtiva a geração dos anos 80 que aprendeu com ele a desenhar, construir brinquedos com a sucata doméstica, e a importância da reciclagem e sustentabilidade em defesa do meio ambiente.

Hoje, aos 65 anos, viaja pelo mundo expondo, fazendo palestras e conduzindo workshop de arte, educação e responsabilidade social. Premiado no Brasil e no exterior, suas obras de arte contemporânea fazem parte do acervo de coleções particulares e de grandes empresas.


Professor Pirajá








Essa é a última postagem do ano, espero que tenha agradado a todos! Obrigado por prestigiar meu Blogger, boas Festas!!!


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Lasar Segall

Lasar Segall nasceu na Lituânia, então sob domínio russo, e se naturalizou brasileiro, alimentou sua arte com as lembranças de sua juventude, representando a figura do imigrante, do rapaz vagabundo, da família pobre, do operário, do apaixonado e do sofredor, já que, como judeu exilado, nunca esqueceu os horrores da guerra.
Ao deixar sua terra natal, Segall passou a residir na Alemanha. Durante os anos de 1906 a 1909, cursou a Academia Imperial de Belas-Artes de Berlim.
Em 1910, mudou-se para Dresden, onde freqüentou a Academia de Belas-Artes, participou da vida artística da cidade e realizou sua primeira exposição individual. Diretamente influenciado pelo expressionismo alemão, suas telas pintadas nessa época (1912-1923) definem-se por sua construção geométrica e pelo colorido sóbrio. Veio pela primeira vez ao Brasil em 1913, realizando as duas primeiras exposições de arte moderna do país, uma em São Paulo e outra em Campinas.
Retornando à Alemanha, iniciou seus trabalhos em gravura em metal, litografia e xilogravura. Realizou exposições individuais em Hagen (1920), Frankfurt (1921) e Leipzig (1923). Fixou-se no Brasil em 1923, naturalizando-se brasileiro. Conheceu Mário de Andrade e integrou-se ao movimento modernista. Nessa fase, sua pintura modificou-se: recebeu cores mais vivas e passou a representar temas tipicamente brasileiros. Na segunda metade dos anos de 1920, desenvolveu as séries de gravuras Mangue e Imigrantes. Expôs seus trabalhos feitos no Brasil em várias cidades da Alemanha, em 1926.
Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, compôs a série de pinturas sobre os grandes dramas da humanidade, como Progom, Navio de Imigrantes e Guerra. Em 1949, principiou sua última fase, na qual elaborou Floresta (1950-1955). Ritmada por longas linhas verticais, essa série de aquarelas embebidas de ingenuidade popular é notável pela utilização máxima dos recursos que esse tipo de pintura oferece e pelo belo resultado obtido.


Foto de Lasar Segall

Aldeia Russa 1913

Cabeça de Russo 1913

Homem com violino (pintura a óleo) - 1909


Dor - Litografia de 1909

técnica de gravura envolve a criação de marcas (ou desenhos) sobre uma matriz (pedra) com um lápis gorduroso.
Dez anos após sua morte, em 1967, a casa onde morava, na Vila Mariana, em São Paulo, é transformada no Museu Lasar Segall. Vale a pena conferir sua liberdade de expressão e criatividade.


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

CARYBÉ


    Hector Julio Paride Carybe, conhecido como Carybé, foi um importante artista plástico (pintor, gravador, escultor, ceramista, ilustrador e desenhista) argentino, naturalizado brasileiro. Nasceu na cidade argentina de Lanús em 7 de fevereiro de 1911, e faleceu em Salvador (Bahia) em 2 de outubro de 1997. 
    Apaixonado pela Bahia, Carybé tornou-se conhecido com suas obras que valorizavam a cultura baiana, os rituais afro-brasileiros, a capoeira, as belezas naturais e arquitetônicas da Bahia.
    Carybé fez ilustrações para livros de escritores famosos e Ilustrou a capa de livros do escritor baiano Jorge Amado e também do livro Cem Anos de Solidão de Gabriel Garcia Márquez. A ilustração do livro Macunaíma, de Mario de Andrade, também foi feita por Carybé.
Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988. Estas obras fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, situado no bairro da Barra Funda (cidade de São Paulo). Fez também murais para o Aeroporto Internacional de Miami.



Principais obras de Carybé



Carybé - "Bahia" (1971); óleo sobre tela




Carybé - "A morte de Alexandrina" (1939); óleo sobre tela




Carybé - "Índios Guerreiros"; painel no edifício Campo Grande (Salvador, BA)




Carybé - "Festa do Pilão de Oxalá"; desenho da série Iconografia dos Deuses Africanos




Carybé, Baiana - óleo sobre madeira



Segundo seu ilustre amigo Jorge Amado, ninguém melhor do que Carybé retratou e amou os valores culturais da Bahia de maneira mais verdadeira.

Obrigado!

domingo, 16 de setembro de 2012

Ziraldo

 Ziraldo Alves Pinto nasceu no dia 24 de outubro de 1932, em Caratinga, Minas Gerais. Começou sua carreira nos anos 50 em jornais e revistas de expressão, como Jornal do Brasil, O Cruzeiro, Folha de Minas, etc. Além de pintor, é cartazista, jornalista, teatrólogo, chargista, caricaturista e escritor. 

 A fama começou a vir nos anos 60, com o lançamento da primeira revista em quadrinhos brasileira feita por um só autor: A Turma do Pererê. Durante a Ditadura Militar (1964-1984) fundou com outros humoristas O Pasquim - um jornal não-conformista que fez escola, e até hoje nos deixa saudades. Seus quadrinhos para adultos, especialmente The Supermãe eMineirinho - o Comequieto, também contam com uma legião de admiradores. 

 Em 1969 Ziraldo publicou o seu primeiro livro infantil, FLICTS, que conquistou fãs em todo o mundo. A partir de 1979 concentrou-se na produção de livros para crianças, e em 1980 lançou O Menino Maluquinho, um dos maiores fenômenos editoriais no Brasil de todos os tempos. O livro já foi adaptado com grande sucesso para teatro, quadrinhos, ópera infantil, videogame, Internet e cinema. Uma seqüência do filme deve ser lançada em breve! 

 Os trabalhos de Ziraldo já foram traduzidos para diversos idiomas, como inglês, espanhol, alemão, francês, italiano e basco, e representam o talento e o humor brasileiros no mundo. Estão até expostos em museu! Ziraldo ilustrou o primeiro livro infantil brasileiro com versão integral on-line, em uma iniciativa pioneira. 

Algumas obras de Ziraldo:


 Cartaz "Astronauta"



 Capa do livro "FLICTS"



 Capa do livro "O menino maluquinho"



 Ilustração do livro "O menino maluquinho"



 Ilustração " The Supermãe"



 Ilustração "The Supermãe"



Ilustração para jornal

Essa é minha homenagem para o grande Ziraldo, brasileiro mundialmente conhecido pelos seus personagens e livros importantíssimos para a literatura infanto-juvenil.
Obrigado!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

ANITA MALFATTI


       ANITA MALFATTI






              Anita Malfatti nasceu em São Paulo em 2 de dezembro 1889. Não tinha um berço de ouro, mas também não passava por dificuldades. Seu pai, o italiano Samuel Malfatti, era engenheiro. Sua mãe, dona Elisabete, de nacionalidade americana, era pintora, desenhista, falava vários idiomas e tinha uma sólida cultura, cuidando pessoalmente da educação da filha.
     Bem estruturada, Anita não encontrou maiores dificuldades em passar pelo exame de seleção do Mackenzie College, onde fez a Escola Normal e se formou professora, aos 19 anos.
     Foi então que o destino lhe armou mais uma tragédia. Nem bem se formara e morre-lhe o pai, a quem tinha forte apego, e que era o arrimo da família.
     A partir de então, a mãe passou a dar aulas de idiomas e de pintura, enquanto que, para complementar o orçamento doméstico, Anita começou também a trabalhar como professora.
Um socorro oportuno
     O talento para a pintura, revelado pela moça, sensibilizou o tio e o padrinho. Juntos e, embora com sacrifício, conseguiram reunir uma soma em dinheiro, patrocinando a ela uma viagem de estudos à Alemanha.
     Em setembro de 1910, Anita chegou a Berlim, com o período escolar em andamento, o que impossibilitava inscrever-se numa escola regular, pelo que, passou a tomar aulas particulares no ateliê de Fritz Burger. Já no início do ano seguinte, pôde matricular-se na Academia Real de Belas-Artes.
    O mundo para ela era aquilo, até que, visitando uma exposição da Sounderbund (grupo de pesquisa), tomou contato com a arte dos rebeldes, desligados do academicismo ensinado nas escolas. Fascinada, aproximou-se do grupo e passou a ter aulas, primeiro com Lovis Corinth e depois com Bischoff-Culm, aprendendo pintura livre e a técnica da gravura em metal.

Nos Estados Unidos,
a liberdade
     Regressou ao Brasil em 1914 para, logo em seguida, viajar para os Estados Unidos, terra natal de sua mãe. Matriculou-se na Art Students League, uma associação desvinculada das academias, e, sob a orientação de Homer Boss, teve a liberdade de pintar o que desejasse, com toda a  força própria de criação, sem quaisquer limitações estéticas.
     Foi esse período que marcou a fase mais brilhante de sua criação, no qual Anita pintou O homem amarelo, Mulher de Cabelos Verdes, O Japonês, e vários outros quadros.
     Foi a consagração de sua arte, no meio de insignes mestres e diante de um público capaz de interpretar a beleza e as emoções contidas em suas obras.
                    A estudante russa. 1915. óleo s/ tela (76x61). Col. Mário de Andrade, Instituto de Estudos Brasileiros da USP, SP.

A boba. 1915-16. Óleo s/ tela (61x50,5). Col. Museu de Arte Contemporânea da USP, SP.

                               Mario de Andrade I. 1921-22. óleo s/ tela (51x41). Col. Particular, SP.

                    O homem amarelo. 1915-16. óleo s/ tela (61x51). Col. Mário de Andrade, Instituto de Estudos Brasileiros da USP, SP.