domingo, 16 de setembro de 2012

Ziraldo

 Ziraldo Alves Pinto nasceu no dia 24 de outubro de 1932, em Caratinga, Minas Gerais. Começou sua carreira nos anos 50 em jornais e revistas de expressão, como Jornal do Brasil, O Cruzeiro, Folha de Minas, etc. Além de pintor, é cartazista, jornalista, teatrólogo, chargista, caricaturista e escritor. 

 A fama começou a vir nos anos 60, com o lançamento da primeira revista em quadrinhos brasileira feita por um só autor: A Turma do Pererê. Durante a Ditadura Militar (1964-1984) fundou com outros humoristas O Pasquim - um jornal não-conformista que fez escola, e até hoje nos deixa saudades. Seus quadrinhos para adultos, especialmente The Supermãe eMineirinho - o Comequieto, também contam com uma legião de admiradores. 

 Em 1969 Ziraldo publicou o seu primeiro livro infantil, FLICTS, que conquistou fãs em todo o mundo. A partir de 1979 concentrou-se na produção de livros para crianças, e em 1980 lançou O Menino Maluquinho, um dos maiores fenômenos editoriais no Brasil de todos os tempos. O livro já foi adaptado com grande sucesso para teatro, quadrinhos, ópera infantil, videogame, Internet e cinema. Uma seqüência do filme deve ser lançada em breve! 

 Os trabalhos de Ziraldo já foram traduzidos para diversos idiomas, como inglês, espanhol, alemão, francês, italiano e basco, e representam o talento e o humor brasileiros no mundo. Estão até expostos em museu! Ziraldo ilustrou o primeiro livro infantil brasileiro com versão integral on-line, em uma iniciativa pioneira. 

Algumas obras de Ziraldo:


 Cartaz "Astronauta"



 Capa do livro "FLICTS"



 Capa do livro "O menino maluquinho"



 Ilustração do livro "O menino maluquinho"



 Ilustração " The Supermãe"



 Ilustração "The Supermãe"



Ilustração para jornal

Essa é minha homenagem para o grande Ziraldo, brasileiro mundialmente conhecido pelos seus personagens e livros importantíssimos para a literatura infanto-juvenil.
Obrigado!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

ANITA MALFATTI


       ANITA MALFATTI






              Anita Malfatti nasceu em São Paulo em 2 de dezembro 1889. Não tinha um berço de ouro, mas também não passava por dificuldades. Seu pai, o italiano Samuel Malfatti, era engenheiro. Sua mãe, dona Elisabete, de nacionalidade americana, era pintora, desenhista, falava vários idiomas e tinha uma sólida cultura, cuidando pessoalmente da educação da filha.
     Bem estruturada, Anita não encontrou maiores dificuldades em passar pelo exame de seleção do Mackenzie College, onde fez a Escola Normal e se formou professora, aos 19 anos.
     Foi então que o destino lhe armou mais uma tragédia. Nem bem se formara e morre-lhe o pai, a quem tinha forte apego, e que era o arrimo da família.
     A partir de então, a mãe passou a dar aulas de idiomas e de pintura, enquanto que, para complementar o orçamento doméstico, Anita começou também a trabalhar como professora.
Um socorro oportuno
     O talento para a pintura, revelado pela moça, sensibilizou o tio e o padrinho. Juntos e, embora com sacrifício, conseguiram reunir uma soma em dinheiro, patrocinando a ela uma viagem de estudos à Alemanha.
     Em setembro de 1910, Anita chegou a Berlim, com o período escolar em andamento, o que impossibilitava inscrever-se numa escola regular, pelo que, passou a tomar aulas particulares no ateliê de Fritz Burger. Já no início do ano seguinte, pôde matricular-se na Academia Real de Belas-Artes.
    O mundo para ela era aquilo, até que, visitando uma exposição da Sounderbund (grupo de pesquisa), tomou contato com a arte dos rebeldes, desligados do academicismo ensinado nas escolas. Fascinada, aproximou-se do grupo e passou a ter aulas, primeiro com Lovis Corinth e depois com Bischoff-Culm, aprendendo pintura livre e a técnica da gravura em metal.

Nos Estados Unidos,
a liberdade
     Regressou ao Brasil em 1914 para, logo em seguida, viajar para os Estados Unidos, terra natal de sua mãe. Matriculou-se na Art Students League, uma associação desvinculada das academias, e, sob a orientação de Homer Boss, teve a liberdade de pintar o que desejasse, com toda a  força própria de criação, sem quaisquer limitações estéticas.
     Foi esse período que marcou a fase mais brilhante de sua criação, no qual Anita pintou O homem amarelo, Mulher de Cabelos Verdes, O Japonês, e vários outros quadros.
     Foi a consagração de sua arte, no meio de insignes mestres e diante de um público capaz de interpretar a beleza e as emoções contidas em suas obras.
                    A estudante russa. 1915. óleo s/ tela (76x61). Col. Mário de Andrade, Instituto de Estudos Brasileiros da USP, SP.

A boba. 1915-16. Óleo s/ tela (61x50,5). Col. Museu de Arte Contemporânea da USP, SP.

                               Mario de Andrade I. 1921-22. óleo s/ tela (51x41). Col. Particular, SP.

                    O homem amarelo. 1915-16. óleo s/ tela (61x51). Col. Mário de Andrade, Instituto de Estudos Brasileiros da USP, SP.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Oscar Claude Monet nasceu em Paris em 14 de novembro de 1840 e faleceu em sua casa na cidade de Giverny em 05 de dezembro de 1926.
Foi responsável pela criação do termo "impressionista" através do seu quadro "Impression, Solail Levant" ( impressão, nascer do sol) pintado em 1872 onde sua técnica de pinceladas rápidas davam a impressão do nascer do sol em meio a mistura de cores utilizadas.
Monet era um amante das paisagens francesas, imprimindo em suas telas as cenas cotidianas de Paris.
Passou uma temporada com a primeira esposa Camille em Londres, e retornou a França em 1878. Camille aliás foi a mulher mais retratado por Monet chegando a aprecer várias vezes na mesma tela. No mesmo ano nasceria seu segundo filho, em férias conheceram um casal "os Hoschédé", Monet se apaixonou pela esposa "Sra Alice Hoschédé".
Um ano depois Camille morreu de câncer aos 32 anos de idade, Monet mudou-se então para a cidade de Giverny na Normandia onde planejou e executou seu famoso jardim.
Monet trocava correspondência com Alice até a morte de seu marido em 1891, no ano seguinte ele e Alice casaram-se e viveram em Giverny.

Monet teve uma catarata no fim da sua vida. A doença o atacou por causa das muitas horas com seus olhos expostos ao sol, pois gostava de pintar ao ar livre em diferentes horários do dia e em várias épocas do ano, o que foi outra característica do Impressionismo. Durante sua doença Monet não parou de pintar, - usou nessa época de sua vida cores mais fortes como o vermelho-carne e vermelho goiaba, cor tijolo, entre outros verdes, rosas, vermelhos e cores mais fortes.
Em 1911, com o falecimento de Alice e seu problema de visão, Monet perdeu um pouco a vontade de viver e pintar. Sua vontade só seria animada com a amizade de Georges Clémenceau, que lhe escrevia cartas de apoio.
Monet morreu em 1926 e está enterrado no cemitério da igreja de Giverny, departamento de Eure, na Alta Normandia, norte de França.


Jardins de Monet

Monet planejou, executou e cuidou do seu jardim até o final da vida, as flores eram cuidadosamente escolhidas e semeadas de acordo com a estação do ano, com a ajuda de jardineiros ele desenvolveu um enorme jardim dividido em duas partes com um braço do rio cortando sua propriedade. De um lado as maravilhosas rosas dividindo inúmeras espécies de flores coloridas. De outo lado o famoso jardim japonês com suas encantadoras pontes e chorões.
Monet era fascinado pelo jogo de luz e os reflexos das nuvens na água. Suas pinturas muitas pintado em seu ateliê flutuante, ou em Argenteuil nos canais da Holanda, mostram sua fascinação com reflexos invertidos nesses espelhos líquidos. Em 1893, comprado terra na parte inferior do Normand Clos, o outro lado da via férrea, e desviar o ramo pequena do Epte, Ru. A lagoa assim criado será o "jardim da água", agora presente nas paredes dos maiores museus do mundo.

No eixo do corredor central do Clos Normand, ele construiu uma ponte japonesa, certamente inspirado em uma de suas gravuras, e pintada de verde, vermelho para se destacar da tradicionalmente usada no Japão. A atmosfera oiental é restaurado pela escolha de plantas como o bambu, ginkgo biloba, maples, arbusives peônias Japão, lírios e chorões, lindamente enquadrar a lagoa.

Finalmente, os lírios de plantas de água de Monet para o fundo do tanque, "Eu adoro água, mas eu também amo as flores. Portanto, a bacia cheia, eu pensei que a parte superior com as plantas.Eu tenho um catálogo e fiz uma escolha ao acaso, é tudo. "

Monet estava tão orgulhoso de seu jardim da água, ele gostava de receber seus convidados e passava horas olhando para ele. Um jardineiro foi responsável por sua manutenção em tempo integral, e removeu todas as folhas mortas de modo que continua a ser uma beleza perfeita.

Em 1897 ele começou a pintar os lírios de água.Na busca por restaurar a atmosfera desta área do céu em que flutua bits de cor, Monet alcançar uma de suas maiores obras-primas da pintura e empurrar os seus limites da arte abstrata, onde a vibração do a cor é o suficiente para evocar um mundo de sensações e emoções.
Obras

A Estrada da Ponte de Argenteuil


Bridge over a Pond of Water Lilies


 Tulip Fields in Holland


 Woman with a Parasol


 Corner garden Montgeron


 
 Blanche Monet


 Camille Monet



Camille Money and Child in Garden

  Visitar os jardins de Monet e sua casa em Giverny é como entrar em uma de suas telas, após sua morte o filho doou as terras ao governo da França que mantém até hoje através da Fundação Claude Monet os jardins e a casa intactos exatamente como ele deixou. As flores continuam a ser semeadas de acordo com as estações assim como sua vontade.
  Monet não foi de muitas mulheres como a maioria dos pintores franceses da época, teve uma vida sem muitos atritos e retratou inúmeras vezes sua paixão por Camille.

 Suas obras estão expostas no Museu Marmottan em Paris, a Fundação Claude Monet possui um site além de uma página no facebook:
www.fondation-monet.fr

Vale a pena entrar e curtir!! 

sábado, 5 de maio de 2012

Leonardo da Vinci

   Leonardo nasceu a 15 de Abril de 1452, na pequena cidade de Vinci, perto de Florença, centro intelectual e científico da Itália. O seu talento artístico cedo se revelou, mostrando excepcional habilidade na geometria, na música e na expressão artística. Reconhecendo estas suas capacidades, o seu pai, Ser Piero da Vinci, mostrou os desenhos do filho a Andrea del Verrocchio. O grande mestre da renascença ficou encantado com o talento de Leonardo e tornou-o seu aprendiz. Em 1472, com apenas vinte anos, Leonardo associa-se ao núcleo de pintores de Florença. 


   Não se sabe muito mais acerca da educação e formação do artista, no entanto, muitos autores afirmam que o seu conhecimento não provém de fontes tradicionais, mas sim da observação pessoal e da aplicação prática das suas ideias. 

   Pintor, escultor, arquitecto e engenheiro, Leonardo da Vinci foi o talento mais versátil da Itália do Renascimento. Os seus desenhos, combinando uma precisão científica com um grande poder imaginativo, refletem a enorme vastidão dos seus interesses, que iam desde a biologia, à fisiologia, à hidráulica, à aeronáutica e à matemática. 

   Durante o apogeu do renascimento, Da Vinci, enquanto anatomista, preocupou-se com os sistemas internos do corpo humano, e enquanto artista interessou-se pelos detalhes externos da forma humana, estudando exaustivamente as suas proporções 

   Os pintores do Renascimento, e em particular Da Vinci, recorreram a conceitos de geometria projetiva (centro de projeção, linhas paralelas representadas como linhas convergentes, ponto de fuga) para criar os seus quadros com um aspecto tridimensional. A obra prima «A Última Ceia» é um bom exemplo disso. 

   Um dos quadros mais famosos do mundo deve-se a este homem das ciências e das artes. A «Mona Lisa» é provavelmente o retrato de Madona Lisa Gherardini, mulher do rico cidadão de Veneza Francesco del Giocondo que o encomendou ao pintor. Daí o quadro também ser chamado «A Gioconda». Desconfia-se, no entanto, que Leonardo tenha de facto começado a pintura como um retrato da mulher do nobre, mas que depois a tenha tornado na imagem da ideia que o pintor fazia da beleza perfeita. 





                                                        Mona Lisa

   Como já foi referido Leonardo sentia-se interessado por muitas áreas do saber e pela sua inter-relação. Deste modo, Leonardo da Vinci utilizou inúmeros conceitos matemáticos na pintura, em projetos de arquitectura e em diversas invenções .
   A inscrição existente sob a porta da academia de Platão, "Que não entre ninguém que seja um laico em geometria", retirada dos apontamentos de Leonardo da Vinci dá-nos a ideia da importância que a matemática tinha para ele. 
Leonardo escreveu também "... nenhuma investigação humana pode ser considerada ciência se não abrir o seu caminho por meio da exposição e da demonstração matemáticas".





Madona do fuso

    Madona do Fuso era uma pintura a óleo de Leonardo da Vinci, infelizmente não existe mais, existem apenas cópias baseadas no original. O quadro foi pintado em seu retorno a Florença, em 1501. A obra fora realizada quase no mesmo período da Mona Lisa (por isso as paisagens quase semelhantes do plano de fundo de ambos os quadros).
Esse nome se dá porque, em primeira vista o Menino Jesus segura uma cruz, mas se observarmos melhor e atentamente logo perceberemos que é um fuso de fiar. O fuso demonstra o espírito doméstico da Madona (Virgem Maria), mas também lembra uma cruz, símbolo de Jesus Cristo; o quadro possui muitas características da beleza observada por Leonardo.







Santa Ceia

   É um afresco para a igreja de seu protetor, o Duque Lodovico Sforza. Representa a cena da última ceia de Jesus com os apóstolos, antes de ser preso e crucificado como descreve  a Bíblia. É um dos maiores bens conhecidos e estimados do mundo.






O Homem Vitruviano

   É um desenho famoso que acompanhava as notas que Leonardo da Vinci fez ao redor do ano 1490 num dos seus diários. Descreve uma figura masculina desnuda separadamente e simultaneamente em duas posições sobrepostas com os braços inscritos num círculo e num quadrado. A cabeça é calculada como sendo um oitavo da altura total. Às vezes, o desenho e o texto são chamados de Cânone das Proporções.
O desenho actualmente faz parte da colecção/coleção da Galeria da Academia em VenezaItália.









Retrato de Cecília


    No ano de 1485, Leonardo da Vinci inicia essa sua grande obra-prima: é o retrato de Cecília Gallerani, a Dama do Arminho, encomendado por Ludovico Sforza. A jovem, com sua cabeça pintada com a mesma mestria que a cabeça do belo anjo Uriel  com o olhar fixado para algo fora da pintura, fugindo do olhar do espectador, possui um rosto tranquilo, insinuando o início de um sorriso sereno. O arminho repete-lhe o movimento da cabeça, cuja pata curvada elegantemente correspondente ao movimento do animal, criando uma sintonia entre a modelo e ele.




"As mais lindas palavras de amor, são ditas no silêncio de um olhar".

"A arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível".

"Nunca o homem inventará nada mais simples nem mais belo do que uma manifestação da natureza. Dada a causa, a natureza produz o efeito no modo mais breve em que pode ser produzido".

"UMA VEZ QUE VOCÊ PROVE O VÔO, NUNCA MAIS VOCÊ CAMINHARÁ SOBRE A TERRA SEM OLHAR PARA OS CÉUS, POIS VOCÊ JÁ ESTEVE LÁ, E PARA LÁ SUA ALMA DESEJA VOLTAR"

(Leonardo da Vinci)



Por décadas e mais décadas que ainda virão, nunca será esquecido. Suas obras, teses e invenções permanecerão intactas a força do tempo.

Obrigado pela visita!

sábado, 21 de abril de 2012

PINTURA EM 3D - SHOW DE TÉCNICA E IMAGEM

    John Pugh é um artista americano conhecido por criar grandes obras de arte em murais, dando a ilusão de uma cena tridimensional atrás da parede. Pugh começou a criar seus murais em 1970. Ele freqüentou a Universidade Estadual da Califórnia , recebendo em 1983 o Prêmio Distinguished Alumni. Ele recebeu inúmeras comissões públicas e privadas nos Estados Unidos, Taiwan e Nova Zelândia, vive em Santa Cruz, Califórnia.
    A técnica em pintura em 3D consiste em ilusionismo, movimentos e cores com profundidade e perspectiva.      Um conjunto de idéias, materiais e talento nato são indispensáveis para tal arte.
    O encantamento de enganar os olhos com desenhos e tintas teve  início na China e hoje em dia vários artistas do mundo todo espalham sua arte em muros e pavimentos.


Abaixo vocês verão algumas obras de gênio tridimensional:

































É isso pessoal, não há limite para a criatividade. Triste é pensar que o homem ao mesmo tempo que é capaz de utilizar a sabedoria em presentes para os nossos olhos, são também capazes de destruir!

Aguardo a visita de todos, em breve vídeos de pintura e sorteio de brindes!

quarta-feira, 28 de março de 2012

Millôr Fernandes

   Filho do engenheiro espanhol Francisco Fernandes e de Maria Viola Fernandes, Millôr nasceu no do Méier em 16 de agosto de 1923, mas só foi registrado – como Milton Viola Fernandes – no ano seguinte, em 27 de maio de 1924. De Milton se tornou Millôr graças à caligrafia duvidosa na certidão de nascimento, cujo traço não completou o "t" e deixou o "n" incompleto. Aos dois anos perde o pai, e sua mãe passa a trabalhar como costureira para sustentar os quatro filhos.
   De 1931 a 1935 estudou na Escola Ennes de Souza. Nesse meio tempo se torna leitor voraz de histórias em quadrinhos, especialmente Flash Gordon. A forte influência, e o estímulo de seu tio Antônio Viola, o leva a submeter um desenho ao períodico carioca O Jornal que, aceito e publicado, lhe rende um pagamento de 10 mil réis.
   Aos doze anos perde a mãe, passando a morar com o tio materno Francisco, sua esposa Maria e quatro filhos no subúrbio de Terra Nova, próximo ao Méier. Dois anos depois, em 1938, passa a trabalhar para o médico Luiz Gonzaga da Cruz Magalhães Pinto, entregando seu remédio para os rins "Urokava" em farmácias. Pouco depois é empregado pela revista O Cruzeiro, assumindo as funções de contínuo, repaginador e factótum.
   Na mesmo época, assinando sob o pseudônimo "Notlim", ganha um concurso de contos na revista A Cigarra. É promovido a arquivista da publicação, e com o cancelamento de quatro páginas de publicidade desta, é convidado a preencher o espaço vago. Cria então a seção "Poste Escrito", que assina como "Vão Gogo".

Carreira literária

   O sucesso de sua coluna em A Cigarra faz com que ela passe a ser fixa, e Millôr assume a direção do periódico, cargo que ocuparia por três anos. Ainda sob o pseudônimo Vão Gogo, começa a escrever uma coluna no Diário da Noite. Passa a dirigir também as revistas O Guri, com histórias em quadrinhos, e Detetive, que publicava contos policiais.
   Em 1941 volta a colaborar com a revista O Cruzeiro, continuando a assinar como Vão Gogo na coluna "Pif-Paf", o fazendo por 18 anos. A partir daí passou a conciliar as profissões de escritor, tradutor (autodidata) e autor de teatro.
   Já em 1956 divide a primeira colocação na Exposição Internacional do Museu da Caricatura de Buenos Aires com o desenhista norte-americano Saul Steinberg. Em 1957, ganha uma exposição individual de suas obras no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
   Dispensa o pseudônimo Vão Gogo em 1962, passando a assinar apenas como "Millôr" em seus textos n'O Cruzeiro. Deixa a revista no ano seguinte, por conta da polêmica causada com a publicação de A Verdadeira História do Paraíso, considerada ofensiva pela Igreja Católica.
   Em 1964, passa a colaborar com o jornal português Diário Popular e obtém o segundo prêmio do Salão Canadense de Humor. Em 1968, começa a trabalhar na revista Veja, e em 1969 torna-se um dos fundadores do jornal O Pasquim.
   Nos anos seguintes escreveu peças de teatro, textos de humor e poesia, além de voltar a expor no Museu de Arte Moderna do Rio. Traduziu, do inglês e do francês, várias obras, principalmente peças de teatro, entre estas, clássicos de SófoclesShakespeareMolièreBrecht e Tennessee Williams.
   Depois de colaborar com os principais jornais brasileiros, retornou à Veja em setembro de 2004, deixando a revista em 2009 devido a um desentendimento acerca da digitalização de seus antigos textos, publicados sem sua autorização no acervo on-line da publicação.
   No princípio de fevereiro de 2011, Millôr sofre um acidente vascular cerebral isquêmico. Permanece em torno de duas semanas inconsciente na UTI, e após cinco meses de internação em uma clínica no Rio de Janeiro, recebeu alta no dia 28 de junho. Dois dias depois volta a se sentir mal, passando outros cinco meses internado.
Após o segundo internamento a família de Millôr manteve em privado os detalhes a respeito de sua saúde, até que em 28 de março de 2012 é divulgado à imprensa que o escritor morrera no dia anterior, em decorrência de falência múltipla dos órgãos e parada cardíaca.








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